Presidente Kennedy é do Brasil
Publicado; 24/04/2012 Filed under: Uncategorized Leave a comment »Presidente Kennedy não é um ex-presidente norte-americano. Presidente Kennedy é uma cidade do Espírito Santo, no Brasil. Presidente Kennedy é o Brasil.
Neste município que recebe 20% dos royalties do petróleo do estado, foi descoberto um esquema de desvio de verba pública que o prefeito é o chefe. A sobrinha do político, integrantes da comissão de licitação, empresários e dois policiais militares, sendo um deles o Comandante da Guarda Municipal também faziam parte da sujeira.
Em uma escala muito maior, envolvendo mais gente importante, isso acontece em todo o país. Presidente Kennedy é do Brasil. Presidente Kennedy é o Brasil.
FUTEBOL ECONÔMICO
Publicado; 29/02/2012 Filed under: Esportes Comentários desativadosPor Felipe Lucena
A história prova que países com economias fortes têm seleções de futebol com excelentes defesas. Uruguai, Itália e Alemanha sabem disso. Hoje é o Brasil quem vive essa realidade.
Em 1930, o Uruguai ainda colhia frutos por ser “a Suíça das Américas”. E foi sobre essa alcunha que a Celeste levantou a primeira Copa do Mundo de futebol da história. Apesar de ter uma seleção poderosíssima, um dos maiores destaques do time era a defesa, que acabou sendo a menos vazada da competição.
A Itália ficou arrasada após a primeira Guerra Mundial (1914 – 1918). Esse fato serviu de oportunidade para o crescimento do Partido Fascista. As atrocidades causadas pelo fascismo de Mussolini são injustificáveis, mas a história mostra que o ditador recuperou economicamente a Itália pós-guerra. Foi sobre essa sombra que a Azzurra conquistou a Copa de 1934, sofrendo apenas três gols em todo o torneio.
A Alemanha é tri-campeã mundial de futebol. Quem acompanha o esporte sabe que eles são conhecidos pela disciplina tática, sobretudo no campo defensivo. Na conquista de 1954 e na de 1974 o país estava dividido: do lado ocidental, uma economia livre, que apesar dos problemas, apontava um alto crescimento. Do outro, o lado oriental, um Estado economicamente dependente da extinta União Soviética. A Alemanha Ocidental venceu essas duas Copas. E em 1990, com o país já unificado (funcionando nos moldes ocidentais) veio a terceira taça.
No Brasil vemos essa história se repetir. Conquistamos nossa estabilidade econômica em meados da década de 1990 e no começo dos anos 2000. No ano de 1994, com uma equipe de um sistema defensivo organizadíssimo trouxemos o Tetra Campeonato (20 anos depois do Tri), sendo a segunda defesa que menos levou gols na competição. Em 2002, tínhamos uma seleção com três zagueiros e atacantes questionados. Foi esse time que nos deu o Penta.
Esse ano chegamos ao posto de sexta economia mundial e o único setor onde não temos problemas com atuação de jogadores de futebol é na defesa.
UMA REDE SOCIAL COM BONS ASSUNTOS
Publicado; 17/01/2012 Filed under: Geral Leave a comment »Para muitos, o maior problema das redes sociais mais populares é o grande numero de postagens fúteis. No que depender de um site brasileiro criado em 2009 por Lindenberg Moreira essa adversidade é assunto encerado. Trata-se do Skoob (http://www.skoob.com.br) uma rede social dedicada à literatura.
No Skoob (que quer dizer livro em inglês – book – ao contrário) o usuário pode fazer amigos e montar uma ‘estante virtual’ com os livros que estão sendo, já foram ou serão lidos. No site também há um espaço para que as pessoas escrevam resenhas literárias, além dos grupos de debate onde a pauta é literatura. A página permite uma interatividade com outras redes sociais como Twitter e Facebook e com lojas de comércio eletrônico, como Saraiva, Americanas.com e Submarino.
No site oficial, na sessão ‘o que somos’ tem o seguinte texto: “Aqui é o lugar para onde as pessoas boas foram e onde elas se encontram”. É também um lugar para fazer novos amigos, tem muita gente que gosta dos mesmos livros que você, nosso papel é ajudá-lo a encontrar essas pessoas e saber quais são suas dicas para a sua próxima leitura.
Para entrar no Skoob basta fazer um simples cadastro na própria página da rede
O DE 100 ANOS E OS MENORES DE 20 ANOS
Publicado; 30/12/2011 Filed under: Esportes Comentários desativadosPor Felipe Lucena
Em 2012, o América Mineiro, um dos clubes mais tradicionais do futebol brasileiro chegará a seu centenário. No ano de 2011, o coelho deu de presente para sua torcida o titulo do campeonato Brasileiro de futebol sub-20.
Para muitos, em um determinado momento da história, o América foi o maior time de futebol do estado de Minas. Não é por pouco, considerando que o coelho foi decampeão mineiro entre 1916 e 1925. Na sala de troféus do América também estão a Série B do Brasileiro de 1997, a Sul – Minas de 2000, e a Série C do Brasileiro de 2009.
Em 2011 o América Mineiro conquistou o campeonato Brasileiro sub-20, vencendo na final a forte equipe do Fluminense. O time de Minas tem um bom investimento nas categorias de base, sempre vencendo campeonatos e revelando grandes jogadores, como Éder, Fred e Gilberto Silva.
No horóscopo chinês o coelho representa longevidade. Apesar do rebaixamento no brasileirão de 2011, o América mostra, com o título do sub-20, que ainda comemorará muitos centenários.
ENTREVISTA COM LEANDRO NARLOCH
Publicado; 29/11/2011 Filed under: Política Leave a comment »Leandro Narloch o autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil’ se diz politicamente correto. “Eu atravesso uma pista na faixa de pedestres”. Quando fala, parece estar nervoso. No entanto, são suas palavras que tem mexido nos nervos de certas pessoas. Critica a esquerda. Porém, não se define de direita (dicotomia que nem deveria mais existir). Conversei com Leandro, papo que me rendeu uma ótima entrevista.
Leandro, na época que foi lançando o “Guia politicamente incorreto da história do Brasil” você disse que seu objetivo com o livro era “enfurecer um bom número de cidadãos”. E aí, conseguiu?
Consegui sim. Muita gente que usa a história como política fica nervosa com o sucesso do livro.
De onde veio a inspiração para você escrever o livro?
Eu percebi que muito do que aprendi de história do Brasil era mais um discurso político marxista que ciência. Aprendemos na escola não história, mas ideologia de luta de classes e dominação internacional aplicada à história. Como surgiram muitos excelentes estudos acadêmicos desde os anos 90, passei a coletar material que mostrasse erros dos mocinhos e virtudes dos vilões.
Os índios não foram tão vitimas dos europeus, Zumbi tinha escravos, a origem da feijoada é européia, Aleijadinho é mais literatura do que história, Santos Dumont não inventou o avião e os militantes da luta armada não deveriam ser tão romantizados. Tudo isso e muito mais está no livro. O que foi mais interessante ou divertido de expor no Guia?
Gosto muito do capítulo dos índios e dos negros. Na verdade, ao mostrar que havia diversas personalidades indígenas e negras, o livro é até politicamente correto. Faz lembrar que negros e índios não eram imbecis: não ficavam só apanhando ou obedecendo; traçavam estratégias e tinham poder para negociar e agir, de acordo com os costumes de sua época. A conquista e a escravidão limitava esse poder, mas não por completo.
Leandro, com o livro você mostrou outras facetas de muitos heróis brasileiros. Quais são os seus heróis, nacionais e/ou internacionais?
Meu herói nacional é o dom Pedro II. Nenhum presidente foi tão humilde, honesto e prudente quanto ele. Lá fora, é o Churchill. Um primeiro-ministro que ganhou o Nobel de Literatura, imagine só.
O seu próximo livro é um guia sobre a América Latina, quais as “veias abertas” que você pretende atacar dessa vez?
Sobretudo os comunistas que arrasaram países e são considerados heróis como o Allende e o Che Guevara.
Um livro sobre o Brasil, outro sobre a América Latina, vem um guia mundial por aí? O que podemos esperar?
A ideia era fazer um guia do mundo, mas não sei. Talvez alguma coisa sobre economia… Mas vou pensar nisso daqui uns seis meses, quando terminarem minhas férias.
Atualmente, no Brasil, vivemos uma onda de “politicamente correto”. Como você, que é autor de títulos que falam em “politicamente incorreto”, vê essa situação?
Acho que as duas ondas acontecem ao mesmo tempo, o que é possível numa sociedade livre e diversa. Há uma tendência politicamente correta e natureba na maternidade, na gravidez (contra, por exemplo, fórmulas artificiais de leite para bebês), na arte. Ao mesmo tempo, a história, que já foi berço desse tipo de movimento, está se distanciando dele.
Tem uma piada que diz assim “governar o Brasil é como masturbação masculina: você pega com a esquerda, mas toca com a direita”. Qual a sua visão sobre os posicionamentos políticos no Brasil?
É exatamente isso. Tem outra piada boa: o Lula (ou a Dilma, o Deng Xiaoping e tantos outros) está no carro passeando pela cidade. O motorista de repente se vê numa encruzilhada perfeita. Pergunta ao Lula: para onde eu viro, direita ou esquerda? Lula responde: “dá sinal para a esquerda, mas vira à direita”.
Leandro, você defende que o capitalismo é o melhor caminho para os pobres. Dizer isso no Brasil é como falar que matou os próprios pais. Quais argumentos você usa pra defender essa sua opinião?
O capitalismo livre (sem monopólios, estatais e privilégios) estimula a concorrência e o aumento do poder de compra. Ganha mais recompensa quem oferece cada vez melhores serviços por um preço menor. Essa tendência, repetida durante séculos, faz com que um antibiótico, uma aspirina ou um telefone celular (coisas que eu jamais conseguiria fazer sozinho) serem acessíveis por preços muito baratos. Antes do capitalismo, valia o sangue, o título de nobreza, o sobrenome. Quem era mais nobre tinha mais direitos. Com o capitalismo, isso mudou. Passou a ganhar mais recompensas quem oferece mais do que os outros consideram bem-estar por menor preço. Antes do capitalismo chegar de verdade ao Brasil, os pobres (e muitos ricos) simplesmente morriam antes de completar 1 ano. Quando roupas e remédios baratos chegaram por aqui, paramos de morrer. Em 100 anos, a população brasileira aumentou mais de dez vezes. E o mais incrível: a pobreza caiu de 70% da população para menos de 30%. Para acabar por completo, é preciso mais capitalismo.
A grande maioria de pessoas que se interessa por política já flertou com as idéias de esquerda. Tem até uma frase do Churchill que fala sobre isso. Isso aconteceu com você?
Ser de esquerda é uma fase inicial da atividade mental, hehehe. Nos deparamos com pobres de lado, ricos de outro e chegamos ao raciocínio simples porém errado: a pobreza existe por causa dos ricos. Na verdade, a pobreza existe por falta de ricos.
Leandro Narloch é jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Trabalhou na revista “Veja”, na “Superinteressante” e na “Aventuras na História”. Leandro é autor do “Guia politicamente incorreto da história do Brasil” (Leya, 2009) e Guia politicamente incorreto da América Latina (Leya, 2011).






